3º dia de peregrinação na Via Francigena

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Via Francigena – De Châtillon à Ivrea (29/04/2015)

Ao longo do caminho.

Ao longo do caminho.

Acordamos cedo, cerca de 07:00 horas, no entanto nossos corpos relutavam em levantar logo da cama, pois ainda guardávamos o cansaço do dia anterior, contudo logo fomos forçados a fazê-lo, uma vez que o pároco havia acabado de bater à nossa porta para nos lembrar do horário de nossa partida. E ele havia sido bastante atencioso conosco, tratou logo de abrir a porta para que pudéssemos pegar as nossas bicicletas. Arrumamos rapidamente as nossas coisas nos alforjes, e os recolocamos sobre os bagageiros de nossas bicicletas. Enquanto isso, algumas pessoas que chegavam à igreja, fixavam os olhares sob nós, demonstrando curiosidade, fascinação e admiração com a nossa jornada.

Saímos às oito e meia da manhã já com a rota definida para a cidade de Ivrea. À poucos metros da igreja, encontramos o senhor que havia nos ajudado no dia anterior, ele acabava de estacionar o seu veículo quando, ao nos avistar, tratou de acenar e nos desejar um bom caminho. Respondemos ao seu aceno e lhe agradecemos novamente. Com uma pequena parada num supermercado na saída da cidade, tratamos de comprar água e provisões para enfrentar boa parte do dia que estava pela frente, além de pedir informações sobre a Via Francigena e o melhor trajeto para chegarmos à cidade de Ivrea. Um dos funcionários do supermercado nos falou para seguirmos pela rodovia SS26, a qual nos levaria até a cidade de Ivrea. Seguimos viagem e mais adiante pegamos uma bela descida. Alguns trechos desta rodovia eram cortados na rocha e bastante íngremes, o que nos deixou meio receosos e precavidos quanto a velocidade em demasia na descida.

Forte de Bard

Forte de Bard

A região do Vale de Aosta possui muitos castelos e fortificações e, uma que nos chamou bastante atenção, foi o Forte de Bard, que tem a sua origem no século VI, e está localizado numa colina acima do rio Dora Baltea. Após uma breve pausa para algumas fotos e um vídeo, seguimos viagem, pois ainda tínhamos pela frente um longo caminho, cortando as cidades de Donnas, Pont-Saint-Martin, Carema, Settimo Vittone, Borgofranco d’Ivrea e Montalto Dora para, enfim, chegar ao nosso destino final, Ivrea.

Nossa parada para lanche/almoço se deu nas proximidades da cidade de Settimo Vittone. Aproveitamos uma praça em frente a uma pequena Igreja para comer e jogar conversa fora. De onde estávamos, a visão do vale era magnífica. Enfim, havíamos enchido os nossos olhos com tamanha beleza e nossas barrigas com as provisões compradas ao longo do dia. Aquele havia sido um dia tranquilo e sem maiores complicações. Chegamos ao nosso destino final às 18:00 horas, conforme o planejado. A tarefa mais complicada, no entanto, seria encontrar um albergue, mas o albergue acabou vindo até nós. Pois é!

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Um brasileiro e um marroquino que conhecemos ao longo do dia.

Após algumas idas e vindas pelas ruas da cidade, uma senhora nos abordou perguntando se estávamos procurando albergue. Dissemos que sim, e logo tratamos de segui-la. Após caminhar alguns metros, passando por alguns blocos de apartamentos, chegamos ao albergue, que se chamava Ostello Ivrea Canoa Club, o qual estávamos procurando. A hospitaleira, senhora Lorella, foi bastante atenciosa conosco e tratou de nos mostrar as dependências do albergue. Era um estabelecimento bastante grande e aconchegante. O nosso quarto estava localizado no piso superior e tinha vista para o rio Dora Baltea e o Castelo Ivrea. Nele, haviam seis camas dispostas em beliches e uma pequena escrivaninha. O banheiro era coletivo. O acesso à cozinha era permitido para que pudéssemos preparar algum prato. Após o banho, como já estava um pouco tarde, preferimos sair para comprar algo para comer, ao invés de ir em busca de um supermercado e comprar algo para fazer na cozinha do albergue. Depois de alguns minutos rodando pela cidade em busca de alguma pizzaria, finalmente encontramos um kebab/pizzaria, e para variar o cardápio, pedimos kebabs. Ainda não conhecíamos esta comida de origem turca, mas mostrou-se ser uma boa opção, pois estava muito saboroso.

Havíamos concluído mais um dia da nossa jornada de peregrinação e estávamos bastante empolgados com o que ainda estava por vir. Ao todo, percorremos 57 km neste dia e o nosso moral e ânimo mantiveram-se em alta.

Confira abaixo os vídeos relacionados a este dia.

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