18º dia de peregrinação na Via Francigena

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Via Francigena – De Montefiscone à Sutri (14/05/2015)

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Piazza Vittorio Emanuele, Montefiascone.

Acordamos por volta das 08:00 horas, e saímos por volta das 09:00 horas, logo após arrumarmos todas as nossas coisas nos alforjes. Agradecemos as freiras pela estadia e seguimos viagem, mas antes iniciarmos o nosso cotidiano trajeto, tomamos um café da manhã num bar situado no início da Corso Cavour. Após o breve café, aproveitamos para eternizar o momento tirando uma foto nossa na praça Vittorio Emanuele. Ao fundo, a magnífica cúpula da Basílica de Santa Margherita, que data do século XIV.

Montefiscone é cidade bastante agradável e tranquila. Sua história remonta ao ano 853 d.C.. A partir do século XII viveu seu período de esplendor, devido ao fato de possuir um castelo que foi residência de alguns Papas. A partir de idos dos séculos XV e XVI, caiu em decadência. Durante a segunda Guerra Mundial, em maio de 1944, a cidade foi danificada por alguns bombardeios dos aliados.

Embora estivesse ensolarado, o clima estava bastante agradável e propício a uma pedalada mais duradoura. Sabíamos que a partir de Montefiscone, Roma estava a apenas uns 100 km de distância. Havíamos progredido muito e sabíamos o quão importante aquele feito significava para nós. Com pouco mais de noventa por cento do trajeto completo, aqueles últimos quilômetros seriam percorridos facilmente. Decidimos avançar o mais longe que pudéssemos, pois sabíamos que neste dia não seria suficiente para chegarmos em Roma.

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A antiga Via Cássia.

A partir dali, a estrada que nos levaria à Roma seria apenas uma, a rodovia SR2, ou Via Cássia, salvo alguns possíveis desvios que as vezes se fazem necessários pegar. Desde Monteriggioni, ela se fazia presente num momento ou noutro de nosso trajeto ao longo da Via Francigena. Sendo assim, seguimos por ela, passando por Zepponami, Fiera de Viterbo e, mais adiante, Viterbo. Nesta última, acabamos nos perdendo, devido ao fato de não haver uma sinalização específica da Via Francigena. Mas com a ajuda do GPS do celular (utilizado pela primeira vez) conseguimos nos orientar corretamente. Naquele momento, estávamos na rodovia SP2, ou Strada Tuscanese, na altura de Capodiferro, e estávamos indo em direção Tuscania. Com este erro, havíamos percorrido uns cinco quilômetros a mais em nosso trajeto. Voltamos à última posição conhecida, a Strada Bagni, e com a ajuda do GPS, seguimos pela rodovia SP15, passando por Castel D’asso, até chegarmos à rodovia SR2 novamente. Neste trecho do caminho, toda a atenção é pouca, pois um erro de percurso pode significar um grande transtorno e perda de tempo. Por isso, um smartphone carregado e com um chip de uma operadora local italiana, pode fazer muita diferença. Havíamos comprado dois chips há alguns dias atrás, e está decisão foi bastante assertiva e nos poupou de um transtorno ainda maior. Uma dica válida para quem dispensa o uso de tal equipamento, é seguir sempre pela rodovia SR2, ou procurar manter-se paralelo a ela. Seguindo esses passos, qualquer pessoa não encontrará maiores dificuldades.

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Praça em Sutri.

Mais adiante, passamos por Pian di San Martino, Vetralla, Botte, Querce D’orlando, Capranica e, finalmente, Sutri, onde chegamos por volta 19:30 horas. Neste dia, não pegamos muitos desníveis, no entanto antes de chegarmos em Capranica, subimos um pouco, mas todo o esforço se reverteu numa dela descida. Ao chegarmos em Sutri, pedimos ajuda a um morador local, sobre a localização do albergue Monastero delle Carmelitanne (via Giuseppe Garibaldi, 1). Ao perceber que éramos brasileiros, ele nos disse que o padre da cidade também era brasileiro. Ele tentou entrar em contato com o padre via telefone, e como não conseguiu, acabou nos levando ao albergue no procurávamos. Segundo ele, o padre teria o maior prazer em nos receber. Sem dúvida, seria uma boa experiência encontrar um padre brasileiro por aquelas bandas. No Monastero delle Carmelitanne, que data do século XV, pegamos as chaves com um freira, e fomos nos alojar num prédio ao lado do Monastério e que fica, portanto, na mesma rua. Tivemos uma pequena dificuldade em levar as bikes escadas acima, mas tudo deu certo. Para pernoitar neste albergue, o pagamento de uma tarifa se fazia obrigatório, mas mesmo assim o preço era convidativo. O albergue possuía cerca de três quartos, mas apenas dois estavam ocupados por nós, ou seja, éramos as únicas pessoas ali.

Após organizar as coisas e tomarmos banho, saímos em busca de um restaurante ou pizzaria para comer algo. Não andamos muito, e apenas há duas quadras do albergue, encontramos uma pizzaria aberta, onde pudemos comer tranquilamente. Ao todo, percorremos 70 km ao longo deste dia e o terminamos com a sensação de dever cumprido, brindando às nossas conquistas durante a nossa peregrinação.

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